A forma como bebe importa!


O consumo moderado e regular de vinho pode ser associado a vários benefícios para a saúde em indivíduos adultos. Por outro lado, o risco aumenta drasticamente com cada bebida que ultrapasse o conceito de moderação! Beber mais do que o ditado pelas regras não irá trazer mais benefícios, apenas mais malefícios.


No entanto, nem só a quantidade como também o padrão de consumo é considerado relevante quando se trata dos efeitos das bebidas alcoólicas na saúde.


É melhor beber de forma moderada e regular para acompanhar as refeições do que beber a mesma quantidade numa só ocasião. Os jovens, as pessoas que tomam determinados medicamentos ou que têm um historial de dependência e as mulheres grávidas estão excluídos desta recomendação e devem evitar beber álcool.


Muitos relatórios demonstram que, ainda que a região mediterrânica europeia registe a maior taxa de consumo de álcool per capita, os padrões de consumo de álcool observados nesta área apresentam menos riscos para a saúde. De facto, os padrões de consumo nocivos são consideravelmente menos comuns em países predominantemente produtores de vinho, onde o vinho é consumido mais regularmente e quase exclusivamente às refeições em casa, não de forma isolada, nem em bares/restaurantes e o volume de álcool consumido a cada ocasião de ingestão tende a ser muito menor do que nos países nórdicos (por exemplo, Reino Unido e Irlanda), que apresentam alguns dos maiores níveis de consumo excessivo esporádico( "binge drinking").


Além disso, crescem as evidências de que a dieta mediterrânica é benéfica para a saúde humana. A dieta mediterrânica caracteriza-se por uma elevada ingestão de vegetais, legumes, fruta e frutos secos, cereais minimamente processados, ingestão moderadamente elevada de peixe, elevada ingestão de azeite, ingestão baixa a moderada de lacticínios, baixa ingestão de carnes e um consumo regular mas moderado de vinho.


Tradicionalmente, a maioria das culturas europeias considera o vinho uma escolha requintada, uma visão que é consistente com o consumo moderado. Apesar do consumo de vinho na União Europeia ter diminuído consideravelmente ao longo dos 20 últimos anos, verifica-se um aumento gradual no uso impróprio de bebidas alcoólicas entre os jovens, particularmente sob a forma de consumo excessivo esporádico ("binge drinking").


Esta tendência reforça a importância dos padrões de consumo e a necessidade de promover a responsabilidade e a moderação no consumo de bebidas alcoólicas.


Os governos determinaram directrizes para um consumo de álcool de baixo risco, no intuito de minimizar potenciais danos para o corpo humano e maximizar potenciais benefícios. Algumas directrizes recomendam beber como acompanhamento da refeição, alternar entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas e "regular" o consumo.


Para mais informações sobre padrões de consumo de vinho e a saúde, visite o sítio www.wineinformationcouncil.eu

Em caso de dúvida, e para qualquer questão relacionada com os seus hábitos de consumo e a sua saúde, deve consultar sempre o seu médico de família.
-- | Moderação
Perceber os complexos determinantes locais e transculturais

Tradicionalmente, a maioria das culturas europeias consideram o vinho uma escolha refinada, um ponto de vista que é consistente com o consumo moderado, embora haja enormes variações transculturais na forma como os europeus bebem e se comportam quando bebem...


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